Mono-tonos. Des-tonos. Apatia.
Chuva caindo seca e fria
Cresce calada minha agonia
Afia sua lámina mórbida, me desafia
Desafina a menina....
Desvia. O olhar. O rumo. O prumo.
Desvia!
Joga para aquela esquina,
está vazia!
Melhor do que bater a cara no chão, desmantelar seu coração...
Não. Você não está pronta para isso não....
Desencana... Desencanta!
Descansa, que o caminho é longo. É de pedras. É de partidas.
E sua aorta ainda bate cansada em plena arritimia...
Está fraca... abatida...
Mas lá fora o povo grita:
Mostra sua cara!!!
Mostra sua casa! Sua vida!
Desfila suas crenças!
Me vende seus medos, suas crises, suas crias!
Inclua o seu peito aberto em meu cardapio de alegrias, de alergias
Um like, um dislike, um destaque de alegorias!
Chega! Basta de gritaria!
Basta de patifarias.
Quero apenas ser-me em meio ao caos dessa romaria.
Chega! Basta de gritaria!
Basta de patifarias.
Quero apenas ser-me em meio ao caos dessa romaria.
Ser-me assim, no silêncio e no escuro
Sem filtros, sem escudos.
Meus medos e anseios escritos na areia de uma praia deserta
Minha vida escrita em tinta branca sobre um caderno velho qualquer....
O mundo não precisa saber-me
Não há espaço nessa passarela
para quem não sabe desfilar com seu seleto conteúdo exposto.
Prefiro meu poço.
Se quiser mesmo descobrir, tem que mergulhar seu moço.
E olhar muito fundo no olho.
Sem filtros, sem escudos.
Meus medos e anseios escritos na areia de uma praia deserta
Minha vida escrita em tinta branca sobre um caderno velho qualquer....
O mundo não precisa saber-me
Não há espaço nessa passarela
para quem não sabe desfilar com seu seleto conteúdo exposto.
Prefiro meu poço.
Se quiser mesmo descobrir, tem que mergulhar seu moço.
E olhar muito fundo no olho.