quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Deriva

Sou esse bote à deriva.
Casco grosso e marcado
De ferrugem e sonhos
Carregando corpos de medos e esperanças.
Sem saber ao certo onde o mar há de me carregar
O mar é senhor. É soberano.
A rua que calça meus pés também. Nunca sei onde ela há de me carregar.
Por isso devo cuidar de mim. Cuidar para que o casco esteja forte para aguentar qualquer sorte de intempéries...