quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Devaneio Pessoal

    O vapor do café se mistura à fumaça do cigarro, somando-se harmonicamente ao monopaladártico amargo da vida. 
    Lembro-me de meu amor infantil por Fernando Pessoa (o primeiro amor que tenho lembrança). 
    Queria poetar como ele. 
    Não. Não chego a tamanha pretensão. Queria apenas poder vê-lo poetar da janela do quarto andar que habitava. Mesmo andar que o meu, não fosse a distância de tempo e espaço tão grande em anos... quilômetros... Mas na velocidade delirante da mente tudo é tão relativo. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário