Lembro-me de meu amor infantil por Fernando Pessoa (o primeiro amor que tenho lembrança).
Queria poetar como ele.
Não. Não chego a tamanha pretensão. Queria apenas poder vê-lo poetar da janela do quarto andar que habitava. Mesmo andar que o meu, não fosse a distância de tempo e espaço tão grande em anos... quilômetros... Mas na velocidade delirante da mente tudo é tão relativo.
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